Alguns pais dizem que os filhos só atendem no grito. Uma amiga comentou comigo que foi criada com a mãe gritando muito com ela. Toda a família tem essa característica de educação e ela se preocupa em repetir esse mesmo comportamento em relação ao filho. Como deverá agir para interromper essa cadeia? Modificando esse comportamento neurótico e agressivo. Oportunamente eu li uma página que narrava o seguinte: "A senhora era mãe de dez filhos. O casal sentava-se à mesa e sempre almoçava e jantava com tranquilidade. A vizinha tinha somente três filhos. No seu lar era uma terrível gritaria à hora da refeição! Então, angustiada, perguntou à vizinha discreta: - Como você consegue o silêncio à mesa? A senhora respondeu: - Eu sempre falo num tom agradável, sem gritos. Quando sentamos todos à mesa, eu falo tranquilamente. Como todos estão falando, algum esclarece: "Calem a boca porque mamãe está falando, e necessitamos ouvi-la! " Se eu for gritar, eles ganham, pois são muitos. Assim sendo, eu não posso gritar. E, quando eles não prestam atenção, por descuido ou porque estão interessados em outro tema, ao invés de gritar, eu encerro o assunto, informando: "Já falei o que tinha a dizer! Quem não prestou atenção ficará prejudicado. Assim, da próxima vez espero que todos estejam atentos". Sucede que vivemos irritados conosco mesmo e com nossos filhos, que, embora amados, são um motivo de preocupação e estresse. Por qualquer coisa, logo nos irritamos, transferindo para eles a culpa dos nossos desgastes emocionais. Deve-se, portanto, interromper a cadeia da gritaria, falando-se de uma maneira educada, baixo, mas não de forma inaudível. Num momento de irritação podemos alterar a voz, como é natural, mas, se extrapolarmos, passado o momento, digamos ao filho: "Desculpe-me! Naquele momento você me irritou e eu me desequilibrei". A criança compreenderá e admirará essa atitude, passando a respeitar o genitor que assim procede. Como pais, não temos o hábito de pedir desculpas, achando que essa atitude deve vir sempre do filho, no entanto, quando erramos, cabe-nos o dever moral de pedir desculpas, aliás, seja a quem for que hajamos maltratado. (Divaldo Franco Responde 2)
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